15/11/08
Proclamação da República
Davi Castiel Menda
A Proclamação da República Brasileira é o evento, na História do Brasil, que instaurou o regime republicano no país, derrubando a Monarquia. Ocorreu dia 15 de novembro de 1889 no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação (hoje Praça da República), quando um grupo de militares do Exército brasileiro, liderados pelo comandante marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado e depôs o imperador D. Pedro II. Institui-se então a República, sendo nessa data que o jurista Rui Barbosa assinou o primeiro decreto do novo regime, instituindo um governo provisório. - Wikipédia
Eu imaginava que, pelo menos, todo e qualquer brasileiro alfabetizado soubesse que quem proclamou a República foi o Marechal Deodoro da Fonseca. Pois bem, hoje, logo após a meia noite, no programa “A NOITE AINDA É UMA CRIANÇA”, na TV Bandeirantes, o apresentador informou sobre o feriado e perguntou aos participantes se sabiam o motivo – uns quarenta, entre pessoal das bandas, produtores, ajudantes, puxadores de fio, claque, etc.etc.etc. – e SOMENTE UM cameraman soube dar a resposta certa. Um, um entre mais de quarenta!!! Ao ser questionado como sabia aquela "dificílima" resposta, informou a todos que "lera num livro". Apesar da obviedade da resposta, ouviu-se um OHHHHH de admiração na platéia. E é esse o pessoal (por favor, exceto o cameraman) que vota pelos destinos da República…

É por essa e por outras que os responsáveis pela Loteria da Paraíba, numa das suas extrações, em 16.11.87, homenagaram o dia 15 de Novembro, como o Dia da Bandeira!!!
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Comentário por Nelson Menda — 16 16UTC novembro 16UTC 2008 @ 10:49
A Proclamação da República poderia parecer um avanço no processo político brasileiro, mas representou, na verdade, uma mesquinha vingança dos senhores de escravo contra o poder imperial. Não por acaso a Lei Áurea, assinada em 1888, foi seguida, apenas dezoito meses depois, pela derrubada do regime imperial e a instauração do republicano. A desnecessária humilhação imposta a D. Pedro II, que além de expulso do país teve seus bens expropriados, talvez tenha representado o extravasamento do ódio que os grandes proprietários de terra nutriam pelo monarca e sua família.
Comentário por Nelson Menda — 16 16UTC novembro 16UTC 2008 @ 11:05
Um outro aspecto pouco conhecido da Proclamação da República é que o Marechal Deodoro entrou nessa história como que por acaso. Existe, no Rio, uma rua chamada Tenente Possolo. Movido pela curiosidade, fui procurar saber quem teria sido esse Tenente. Descobri coisas interessantíssimas. Tanto o Tenente quanto o Marechal Deodoro desfrutavam os prazeres da mesma cortesã, uma bela e fogosa francesa. Parece que o Tenente estava levando vantagem na conquista, fato que incomodava bastante Deodoro, bem mais idoso e um tanto fora de forma. Deodoro estaria em casa, de pijama, quando vieram avisá-lo de que Possolo estava discursando em uma assembléia política e que pretendia derrubar a monarquia naquela mesma noite. Deodoro teria respondido que aceitaria que qualquer outro oficial proclamasse a República, menos seu rival nos embates de alcova. Vestiu a farda e, espada à cintura, dirigiu-se à tal assembléia. O resto da história e sua representação iconográfica os brasileiros já conhecem.
Comentário por Sergio Vasconcellos — 17 17UTC novembro 17UTC 2008 @ 11:35
Obrigado Davi e Nelson Menda.
Eu também sempre tive curiosidade de saber quem era o Tenente Possolo, pois, sendo carioca, conhecia a rua. E, a curiosidade era maior, porque quando estudei na Escola de Cadetes em Campinas, havia lá, um Coronel Possolo, pessoa muito simpática, mas, eu não tive oportunidade de perguntar a ele se era o Tenente Possolo. Naturalmente, deveria ser parente do prócer da Proclamação da República. É ……. a vida particular de certas pessoas, naturalmente, interfere no destino das Nações.