24/10/08
Lei da Conservação da Inteligência - 1a. Parte
Davi Castiel Menda
“O hominídeo da espécie Homo neanderthalensis, mais conhecido como Homem de Neanderthal, tinha um QI muito superior ao homem dos nossos dias, maior talvez do que Da Vinci ou Einstein. Não esqueça que ele sobreviveu por dezenas de milhares de anos, num mundo totalmente hostil, ao passo que nós – ao que tudo indica - podemos estar caminhando para a extinção”.
Segundo a Lei de Conservação da Inteligência (LCI), o somatório da inteligência humana é constante e imutável. Sei que não é fácil, assim à primeira vista, assimilar rapidamente essa informação que foge um pouco a toda nossa experiência de vida; encare então sob outro prisma: a LCI assevera que a soma da inteligência dos sete bilhões de habitantes da terra é estática e, quando dentro de quatro décadas a população da Terra atingir 15 bilhões de habitantes, o somatório da Inteligência de todos esses homens, continuará inalterável. Na teoria, a cada criança que nasce, nossa inteligência diminui um micro-ponto nessa escala de avaliação abstrata e estanque. Na prática, nossa inteligência é socializada - temos que dividi-la equanimemente com o restante da população.
Partindo da suposição que esta premissa seja verdadeira, e considerando o crescimento da população em progressão exponencial - dobrando a cada 35 anos – deduzimos que o homem cada vez mais e mais está regredindo na sua capacidade de resolver situações novas mediante reestruturação dos dados perceptivos, que em suma é o que convencionamos chamar de inteligência. Entretanto, compensado pelo avanço tecnológico, numa escala sem precedentes desde que o homem é homem, este declínio praticamente não é notado, propiciando então um duvidoso equilíbrio que mascara a deficiência da apreensão, percepção e intelectualidade em benefício da tecnologia.
Afirmam os compêndios que o homem só utiliza 10% da sua inteligência, mas em tempos idos, quando a tecnologia era praticamente nula, provavelmente este índice deveria ser próximo dos 100%. São questionáveis os motivos pelos quais o homem padeça desse bloqueio repressivo no processo de utilização de toda sua potencialidade e intelecto. Seria em decorrência da explosão demográfica incontrolável? Ou este paupérrimo índice de 10% deva ser atribuído por ser o homem mais emotivo do que racional, num contraponto ao avanço tecnológico-cultural?
O pensador José Stelle, em troca de correspondência sobre o assunto, foi taxativo sobre a questão: “A razão disso é que poucos se dão ao trabalho de pensar, não só sobre coisas materiais, como também sobre os fundamentos da vida, que são transcendentais. A ignorância, as crenças e as ideologias violentas progridem e imperam no seio de um suposto mundo científico e racional; a sensatez e o conhecimento são mínimos ou rejeitados”.
Um deslocamento pelo túnel do tempo ao passado, nos conduz às conquistas humanas em épocas desprovidas de quaisquer recursos, indicativos que os povos que viveram séculos antes de nós, eram infinitamente mais criativos e mais inteligentes.
Eram incontáveis as dificuldades vividas e enfrentadas pelos antigos: ausência total de bibliografia e fontes de consulta; falta de divulgação e discussão dos seus trabalhos; incompreensão dos contemporâneos e, sobretudo, nos continentes europeu e americano, o temor de que as novas teorias não se entrechocassem com as diretrizes da Igreja (seja ela Católica ou Protestante), que dominou boa parcela do mundo e subjugou o pensamento do homem por mil anos, fator que contribuiu para uma estagnação sem precedentes.
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criado por projetosnumericos
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Comentário por Sérgio Vasconcellos — 24 24UTC outubro 24UTC 2008 @ 11:12
No meu entendimento, se somos descendentes da primeira ou das primeiras (dizem que existiram 18 Evas iniciais), formas de vida, neste planeta, temos todos que reverenciar os nosso ancestrais, que, corroborando o escrito do Davi, sem os avanços tecnológicos atuais, conseguiram transmitir os seus genes a nós que vivemos hoje, mesmo com todos os percalços e desafios enfrentados nos tempos passados
A eles os nossos agradecimentos e nosso reconhecimento.
Comentário por Fraga — 25 25UTC outubro 25UTC 2008 @ 15:00
Davi, este engenhoso argumento merecia platéia ao vivo, auditório cheio, no ápice de outra época, quem sabe você palestrante de cartola e monóculo. Aà as palmas seriam maiores e, melhor, audÃveis. Munto bão! Abração.
Comentário por Sérgio Vasconcellos — 25 25UTC outubro 25UTC 2008 @ 22:13
Davi,
Como é boa a contestação! Dela, e, da discussão, nasce a luz! Existem povos que vêm contestando tudo, diariamente, há milhares de anos. E, é isso que traz a eles, o progresso. Dou as boas vindas a quem vem acrescentar conhecimentos para que possamos todos progredir, continuando a nossa longa caminhada pela vida!
Comentário por Ilton — 25 25UTC outubro 25UTC 2008 @ 23:11
Suas observações e o enfoque dado ao assunto parecem demonstrar, inequivocamente, o contrário. Acho o mundo em que vivemos hoje extremamente hostil, exatamente graças à tecnologia que nos propicia muito progresso mas pouca evolução. Acho, também, que o senhor Mamuth tem razão no comentário que deixou antes. Um abraço.
Comentário por Davi Castiel Menda — 26 26UTC outubro 26UTC 2008 @ 9:01
Grato pelos comentários (espero que tenham lido a 2a. parte pois os comentários estão após a 1a.) - Desemb. Ilton: eu quis dizer exatamente o que está no seu comentário, inclusive que o homem estaria caminhando para a extinção pela forma hostil de viver. Quanto à senhora Mamuth (vide comentário em blog anterior, por esse motivo sei que é do sexo feminino), no livro Anarquistas graças a Deus, da Zélia Gattai, um primo meu de sobrenome Castiel também é citado (carinhosamente!) como anarquista. Está virando moda…
Comentário por Sérgio Vasconcellos — 26 26UTC outubro 26UTC 2008 @ 9:04
Senhores,
Mamuth, se não me engano, na primeira aparição, flexionou uma palavra no feminino. Portanto, é nossa colega. Saudações Mamuth e novamente, seja bem-vinda e continue a integrar o nosso grupo.