Al-Karismi

Produção de textos com conteúdo matemático e fácil leitura. Nada muito complicado, que só possa ser entendido por professores de álgebra ou trigonometria. Coisas simples, triviais, que ajudem o cidadão comum a solucionar problemas e desafios diários.

15/9/08

Deus, Computador e o Homem

Davi Castiel Menda

Quanto você acha que vale comercialmente falando? Certamente, para sua família e amigos, você é inestimável; entretanto, numa conotação tecnológica entre você e uma calculadorazinha de R$ 1,99 – seguramente a sua cotação é bem inferior a da máquina, exceção aos inclusos entre os 0,000001% da população que possuem a faculdade de extrair uma raiz quadrada mentalmente, operação que a calculadora realiza num piscar de olhos.

Você poderá contra-argumentar que quem criou a calculadora foi o homem e, uma máquina, seja ela uma régua de cálculo, uma simples calculadora, um robô ou o supercomputador japonês Earth Simulator – que alcança 35,86 teraflops, ou seja, um trilhão de cálculos por segundo – é como um livro. Na condição de livro, ela sabe as respostas. Mas só aquelas que nós já sabemos. Fomos nós que demos essas respostas a ela. A máquina, como o livro, não cria absolutamente nada – ambos são produtos de cérebros criativos.

O sonho de avanço tecnológico nunca teve limites e o homem sempre especula além. Pesquisadores – e principalmente governos - levam extremamente a sério e ao pé da letra o ditado profético de Francis Bacon no século XVII: conhecer é poder. Inteligência artificial está além do “saber” da máquina, é muito mais do que puro conhecimento e, partindo desse pressuposto, a pesquisa nesse terreno cresce em escala exponencial.

A Bíblia nos ensina que Deus teria criado o homem - figuradamente através de Adão e Eva - à sua imagem e semelhança. A partir daí, duas teorias se entrechocam: a teoria vitalista, que afirma que o ser humano é inconfundível por ser dotado de uma centelha vital (daí o nome) – que alguns chamam de alma; em contrapartida, a filosofia do mecanismo sugere que o homem é composto de nada mais que átomos, controlado por idênticas leis da física que regem a matéria inorgânica (nesta segunda hipótese, o livre arbítrio, tão prezado pelo homem que abomina o determinismo do “maktub” - estava escrito - não passaria de um mito).

Não estaria a humanidade, nesse estágio avançadíssimo de tecnologia, tentando conceber o contraponto: a criação de um “deus” à imagem do homem? A teoria vitalista (o homem) se sobrepondo à filosofia do mecanismo (inteligência artifical/computador), talvez até adequando a situação a um tríplice circuito que mexe com princípios de moral e religiosidade? Deus, computador e ele próprio?

Na introdução de um conto de John Brunner (1934/1995), extraímos a citação de que sempre que se pensa em Deus, as características que associamos a Ele são de onipotência e onisciência. Sempre que se pensa num poder e num conhecimento tão definitivos, o espírito inevitavelmente salta da idéia de Deus para os computadores.

O tema do computador como entidade divina já forneceu o ponto de partida para uma infinidade de histórias. Trata-se de uma noção tão antiga quanto o teatro grego, onde o deus ex machina, ou “divindade que surge por meios mecânicos” muitas vezes descia ao palco, mediante o auxílio de roldanas, para resolver os dilemas que os pobres mortais não eram capazes de enfrentar. A arte premonitória dos gregos estava dois milênios à nossa frente, a frente da atual tecnologia, conceitos e princípios de informática.

O escritor que melhor explorou o tema foi o gênio da ficção científica Isaac Asimov (1920/1992), criador das três leis da robótica e um dos primeiros a escrever sobre inteligência artificial. Não seria um devaneio afirmar que o elo entre o ficcionismo e a realidade foi O Homem Bicentenário, escrito em 1976. Trata-se de um conto fantástico, criativo, que mexe profundamente com o nosso lado emocional, e um dos seus maiores êxitos literários. Nele, Asimov conta a trajetória de um robô que ,após duzentos anos de existência e adquirir personalidade própria, tenta o caminho inverso: a saga em busca da liberdade e sua luta desesperada para abandonar a condição de máquina e – simplesmente ser homem! Lamentavelmente, o conto foi absorvido por Hollywood e o trio Robin Williams (intérprete do robô Andrew), Nicholas Kazan (roteirista) e Chris Columbus (diretor) se encarregou de, desleixadamente, degradar e até ridicularizar a história mais marcante de Asimov; apesar de tudo, o filme mereceu uma indicação ao Oscar… Quem somente assistiu ao filme e não leu o livro, deve ter associado a imagem de inteligência artificial à melo-comédia.

Os computadores modificaram o nosso sistema de vida. São a essência da civilização de hoje! Imaginem tirá-los de circulação; voltaríamos a uma espécie de mundo que nem imaginamos mais como funciona. Estamos atravessando o mesmo dilema de nossos longínquos ancestrais: o que seria do homem das cavernas se tivesse acontecido uma catástrofe e não pudesse mais usar o fogo – ou o vapor no século XIX ou a eletricidade no século XX – respeitadas as proporções, seria o caos!

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Um artigo com esse título - Deus, Computador e o Homem - não estaria completo se não fizéssemos uma referência toda especial à história relâmpago Resposta, escrita em 1954 por Frederic Brown (1906/1972). Aliás, melhor do que uma simples referência é reproduzir a síntese da história, com um final previsível, mas que dá o que pensar.

“O Superintendente de todos os planetas habitados do Universo – noventa e seis bilhões de planetas para ser mais preciso – preparou-se para ligar a chave que acionaria os supercircuitos, que por sua vez, conectariam todos eles a uma hipercalculadora, máquina cibernética capaz de combinar o conhecimento integral de todas as galáxias.

Ele ligou a chave e ouviu-se um zumbido fortíssimo, o surto de energia proveniente dos quase 100 bilhões de planetas. Por unanimidade, o Superintendente fora incumbido e teria a honra de formular a primeira pergunta à máquina que agora comandaria tudo.

Respirou fundo, e informou aos trilhões de espectadores que lhe assistiam por uma rede especialmente criada para a ocasião, que seria uma pergunta que nenhuma máquina fora capaz de responder até hoje. Virou-se para o computador e perguntou:
- Deus existe?
A voz, qual mil trovões, respondeu sem hesitação, sem se ouvir o estalo de um único relé:
- Sim, agora Deus existe.
O rosto do Superintendente ficou tomado de súbito pavor. Saltou para desligar a chave, mas um raio fulminante, caído de um céu sem nuvens o acertou em cheio, e deixou a chave ligada para sempre.”

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14/9/08

Olhar dominical - 3

                 

Bom domingo!

criado por projetosnumericos    7:32 — Arquivado em: Olhar dominical

13/9/08

Frases…somente frases

- Quem acha tudo gozado, é faxineira de motel… (Anônimo)

- Depois da derrota, o pior resultado é o empate. (Galvão Bueno)

- A abstinência é uma boa coisa, desde que praticada com moderação. (Anônimo)

- O carro que mais vende no Brasil é o carro usado. Por que as montadoras não passam a fabricar carros de segunda mão? (Carlito Maia)

- É claro que uma relação platônica é possível; mas só entre marido e mulher. (Anônimo)

- O casamento é o preço que os homens pagam pelo sexo; o sexo é o preço que as mulheres pagam pelo casamento. (Anônimo)

- Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser naquelas profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro, decorador de interiores e estivador. (Luís Fernando Veríssimo)

- O primeiro economista do mundo foi Cristóvão Colombo: quando saiu, não sabia para onde ia; quando chegou, não sabia onde estava. E tudo por conta do governo. (Ronaldo Costa Couto)

- Preserve os gatos pingados da extinção. Afinal, eles são só meia dúzia. (Anônimo)

- O primeiro sentimento de quem está de dieta é o de revolta. Dá vontade de acabar com tudo, a começar pelo que tem na geladeira. (Anônimo)

- Prestígio só dá dinheiro pra Nestlé! (Anônimo)

- Existem três tipos de mulher: as bonitas, as inteligentes e a maioria. (Anônimo)
(Atenção revisor – retirar esta frase: pode desagradar um grupo de mulheres)
(Resposta do revisor – não há motivo para preocupação: as que lêem o teu blog estão incluídas simultaneamente nas duas primeiras opções: bonitas e inteligentes)

- Triste não é mudar de idéia. Triste é não ter idéia para mudar. (Francis Bacon)

- Quando alguém lhe disser que não é uma questão de dinheiro, mas de princípio, trata-se de uma questão de dinheiro. (K. Hubbard)

- Quem tiver dinheiro para comprar carne, em nome de Deus, eu libero para comê-la na Sexta-Feira Santa. (D. Paulo Evaristo Arns)

- Computador e Internet servem como uma espécie de droga benigna. Idiotas de todo o mundo trocam mensagens idiotas entre si: melhor do que saírem dando tiros por aí. (Marcelo Coelho)

- A televisão é maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana. (A. Torelly - Barão de Itararé)

- A descoberta consiste em ver o que todo mundo viu e pensar o que ninguém pensou. (A. Szent-Gyorgyi)

- Em dia de tempestades e trovoadas o local mais seguro é perto da sogra, pois não há raio que a parta. (Anônimo)

- Passado de mulher é igual à cozinha de restaurante: melhor não conhecer senão você não come. (Anônimo)

- Se um dia, a pessoa que você ama lhe trair, e você pensar em se jogar de um prédio, lembre-se: você tem chifres, não asas… (Anônimo)

- O cérebro humano começa a trabalhar no momento em que o sujeito nasce e não para até o momento em que ele sobe num palanque para fazer um comício. (G. Jessel)

- Noventa por cento dos políticos dão aos 10% restantes uma péssima reputação. (Henry Kissinger)

- É claro que sou uma excelente dona-de-casa. Sempre que me separo fico com a casa! (Mae West, atriz americana, casada inúmeras vezes)

- A mulher deve sempre sonhar com um homem fiel e obediente… Só não deve querer transformar o sonho em realidade. (Anônimo)

- Está comprovado cientificamente que doce não engorda… Quem engorda é você!!! (Anônimo)

- No fundo, no fundo, todo mundo é bom. Difícil é segurar os canalhas no fundo da piscina! (Frangonildo Barbosa)

- Virgindade é como máquina de escrever: é uma coisa muito antiga e restam poucas, mas nem por isso quer dizer que valem muito. (Autor anônimo)

- Não gosto de enterros. Se algum dia chegar a ir no meu, irei a contra gosto. (Frangonildo Barbosa)

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12/9/08

Os papagaios e a bolsa

Davi Castiel Menda

 

Num belíssimo dia de sol, num vilarejo longínquo, surgiu do nada um homem anunciando aos aldeãos que compraria papagaios por R$ 10,00 cada. Os aldeãos, sabendo que havia muitos papagaios na região, foram à floresta e iniciaram a caça aos psitacídeos. O homem comprou centenas de papagaios a R$ 10,00. Os aldeãos, satisfeitos com o que tinham faturado, diminuíram o ritmo. O homem então anunciou que agora pagaria R$ 20,00 por cada papagaio; os aldeãos renovaram seus esforços e foram novamente à caça.

Logo logo os papagaios foram escasseando cada vez mais e os aldeãos desistindo da busca. A oferta então aumentou para R$ 25,00 – mas a quantidade de papagaios já era tão diminuta que não havia mais interesse em caçá-los.

O homem então anunciou que agora compraria cada papagaio por R$ 50,00! Entretanto, como iria à cidade grande por dois dias, deixaria seu assistente cuidando da compra dos papagaios.

Na ausência do comprador, seu assistente reuniu os aldeãos e comentou: "Olhem todos estes papagaios em gaiolas, que o homem comprou de vocês. Sem que ele saiba, eu posso vender a vocês cada papagaio por R$ 35,00 e, quando ele retornar da cidade, vocês vendem a ele por R$ 50,00 ". Os aldeãos, espertos, reuniram todas as suas economias e compraram todos os papagaios do assistente.

E desse dia em diante, eles nunca mais viram o comprador ou seu assistente, somente papagaios por todos os lados.

Agora você entendeu como funciona o mercado de ações.

criado por projetosnumericos    8:09 — Arquivado em: Crônica

11/9/08

Manchetes do Fim do Mundo

Davi Castiel Menda

Quem transitou pela free-way ontem às 16.30 horas, vivenciou praticamente como seria o fim do mundo. Literalmente um buraco negro desenhado no céu e uma enxurrada nunca vista. Lembrei-me das experiências no túnel - lá nos Alpes - e do efeito borboleta. Aproveitei para, colaborando com vários jornais, elaborar as manchetes anunciando o evento.

 

Jornal do Leão: RECEITA COMUNICA – ESTRAGOS PROVOCADOS PELO FIM DO MUNDO NÃO PODERÃO SER ABATIDOS NA DECLARAÇÃO DE 2009

Jornal dos Engenheiros: CREA GARANTE - PRÉDIOS POR ELA FISCALIZADOS NÃO SOFRERÃO AVARIAS

Jornal dos Lotéricos: CAIXA LANÇA MAIS UM NOVO JOGO – APOSTADOR DEVE ACERTAR HORÁRIO EXATO DO FIM DO MUNDO

Jornal dos Shoppings: COMÉRCIO PROMOVE LIQUIDAÇÃO MONSTRO – PAGAMENTOS SOMENTE À VISTA

Correio Braziliense: POLÍTICOS, EM 2007, TENTARAM ACORDO PARA QUE BRASIL FICASSE DE FORA DO FIM DO MUNDO – PARTIDOS DA BASE ALIADA  NEGAM  ENVOLVIMENTO

Jornal do Vestibular: PROFESSOR DE CURSINHO PREVÊ – QUESTÕES SOBRE O EVENTO CERTAMENTE CAIRÃO NO VESTIBULAR DE VERÃO

 

Diário Oficial da União: PRECATÓRIOS RELATIVOS AO FIM DO MUNDO SÓ SERÃO PAGOS EM 2020 

Informática News: VERSÃO BETA DO WINDOWS–THE END TERIA PROVOCADO O PROBLEMA – BILL GATES PROMETE ELIMINAR “BUGS” E REVERTER O QUADRO

Jornal dos Bancos: SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO  E SERASA TENTAM  RENEGOCIAÇÃO URGENTE COM DEVEDORES

Jornal da Comunicação: OPERADORAS DE TELEFONIA MÓVEL PREVÊEM AUMENTO EXAGERADO DE DEMANDA PARA A HORA ZERO DO EVENTO E GARANTEM REFORÇO DE PESSOAL

Estado de São Paulo: Exclusivo – FITAS COMPROMETEM EMPREITEIROS DO RAMO DE DEMOLIÇÕES – QUERIAM EXCLUSIVIDADE NOS TRABALHOS DE RESCALDO

Jornal das Praias: DURANTE O FIM DO MUNDO COMERCIANTES DE CAPÃO DA CANOA, TORRES E TRAMANDAÍ, COM RESPALDO DA METEOROLOGIA , GARANTEM TEMPO BOM AOS VERANISTAS QUE POR LÁ SE REFUGIAREM

Jornal de Santa Cruz: FABRICANTES DE CIGARRO SAEM AS RUAS, EM REPRESÁLIA, PORTANDO FAIXAS OSTENSIVAS – “O FIM DO MUNDO FAZ MAL À SAÚDE”

Jornal do Carnaval: CARNAVALESCOS PROMETEM DESTAQUE-SURPRESA PARA DESFILE DE 2009 COM O CARRO APOCALIPSE NOW – O MUNDO DO APOGEU AO PERIGEU

Jornal do Estado: GOVERNADORA CATEGÓRICA – PAGAMENTO DE SETEMBRO AO FUNCIONALISMO, SOMENTE APÓS O FIM DO MUNDO

Jornal do PT: FOME ZERO FINALMENTE DARÁ CERTO – A PARTIR DE AMANHÃ, NINGUÉM MAIS PASSARÁ FOME…

Jornal dos Sindicatos: SINDICATO DOS COVEIROS, PREVENDO AUMENTO EXCESSIVO DE DEMANDA, PROMOVE GREVE EM BUSCA DE MELHORES SALÁRIOS

Jornal dos Barzinhos: AMBEV GARANTE – NÃO VAI FALTAR CERVEJA

Diário Oficial do Estado: GOVERNO DECRETA PONTO FACULTATIVO PARA AMANHÃ

 

Jornal Espírita: ESPÍRITO DE ORSON WELLES APARECE EM SESSÃO E SE DIZ EXTREMAMENTE MAGOADO –“EU É QUE GOSTARIA DE DAR A NOTÍCIA EM 1a. MÃO”

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10/9/08

Brincando de Deus

                                  

Davi Castiel Menda

Para quem faz parte da minha geração e leu Júlio Verne e as obras-primas da ficção científica, escritas por Isaac Asimov (o “papa” de todos eles), além de Arthur Clarke, Lester Del Rey, Poul Anderson e outros, nada, mas nada mesmo do que a mídia anuncia com grande estardalhaço como grande descoberta da ciência, é novidade. Tudo foi previsto por eles, inclusive a grande experiência realizada hoje pela manhã, quando foi acionado experimento que busca a origem do Universo.

É uma pena que o espaço do blog seja exíguo, pois gostaria de publicar na íntegra a historieta A Bola de Bilhar de Isaac Asimov, onde a arte se antecipa à ciência (leia-se vida). O conto foi escrito em 1966, doze anos antes de engenheiros pensarem em instalar nos Alpes suíços sua engenhoca para circular partículas de próton dentro de um túnel. Segundo o próprio autor, é a única história que combina a forma do mistério com a Teoria Geral da Relatividade de Einstein.

São dois os personagens principais: o Professor James Priss, uma mente brilhante e lento no pensar; e Edward Bloom, ex-colega de sala de Priss na faculdade e seu associado. Durante todo o desenrolar da história, trava-se uma guerra surda entre os dois, culminando com a grande experiência que iria provar a intensidade gravitacional diminuindo enquanto o campo eletromagnético se intensificava.

O objeto da experiência é uma singela mesa de bilhar e não a complexa parafernália sob os Alpes, com 27 km de extensão. Passo a palavra, com muita honra, para o próprio autor, Asimov:

“Priss virou-se para a mesa e colocou a bola. Ele ia ser o agente que iria trazer o triunfo final e dramático para Bloom e fazer de si mesmo – o homem que dissera que isto não podia ser feito – o bode expiatório para ser gozado para sempre. Talvez ele sentisse que não havia meio de sair disto. Ou talvez…

Com uma batida segura do taco, colocou a bola em movimento. Ela bateu na mesa e carambolou. Ela ia agora ainda mais devagar como se o próprio Priss quisesse aumentar o suspense e preparando o triunfo de Bloom em bem mais dramático.

A bola se aproximou do volume de gravidade zero, pareceu ficar dependurada na beira por um momento, e depois desapareceu, com um golpe de luz, o barulho de um trovão e o cheiro repentino de roupa queimada. (Nota do Al Karismi: gerando um buraco negro)

……

E então descobrimos Bloom. Ele ainda estava sentado na cadeira, com os braços cruzados, mas havia um buraco do tamanho de uma bola de bilhar no braço, no peito e nas costas. A maior parte do seu coração, como apareceu depois na autópsia, tinha sido nitidamente perfurada.”

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É claro que a cena, pinçada de um todo, perde muito do efeito que o autor desejava e que eu gostaria de transmitir. Só não esqueçam que Asimov, além de escritor, era professor de química e um físico brilhante, portanto escrevia com conhecimento de causa. Chegou a pensar em trocar o título da história para Fusão Suja, o que seria bem mais apropriado.

Vamos aguardar os acontecimentos e esperar que esses aprendizes de feiticeiro saibam realmente o que estão fazendo. Gostaria de estar lá presente assistindo o experimento, me deslocando com os meios tradicionais de transporte, e não com um buraco se abrindo aos meus pés…

criado por projetosnumericos    9:41 — Arquivado em: Crônica

9/9/08

Brasileiros devem 20,7 bilhões

As manchetes dos principais jornais de ontem davam conta que os brasileiros, mesmo em tempos de juros altos e restrição ao crédito, atingiram o endividamente de mais de 20 bilhões no cheque especial. Lembrei-me da crônica abaixo,  publicada pela primeira vez no Jornal Treze Pontos, posteriormente em O Fenal (setembro/2002). Na época, recebi várias críticas: algumas elogiosas e outras me acusando de não entender nada de economia. Deixo a decisão com vocês.

 

 No Tempo dos DInossauros

Davi Castiel Menda

 

Vamos dar asas à nossa imaginação e criar um país hipotético, num passado longínquo, de nome LisarB, e povoá-lo com apenas três homens e suas respectivas mulheres:

Antonio - era o curandeiro; José plantava e criava galinhas, alguns porquinhos e outras tantas reses; Luiz, por sua vez, trabalhava com madeira e metal: era o artífice da turma e, se por acaso, em LisarB houvesse eleições um dia, por certo seria eleito o chefe. Os negócios eram realizados na base do escambo, e todos viviam na mais perfeita paz e harmonia. Um belo dia porém, reunidos em torno da fogueira Central, Antonio teve uma idéia:

- E se nós criássemos uma moeda para comprar uns dos outros, ao invés de ficar trocando mercadorias?

Da teoria para a prática, foi um zás. Juntaram 3.000 ossinhos, cada um gravou a sua marca, e batizaram a nova moeda com o nome de laer. Não sendo muito bons de linguagem, criaram outra palavra para expressar mais de um laer: siaer. E por lógica, a cada um tocou 1.000 siaer.

Antonio agora cobrava por suas consultas; José comercializava a carne que produzia em siaer e, Luiz, prestava seus serviços profissionais para os seus conterrâneos não mais recebendo mercadorias, e sim ossinhos à guisa de honorários.
E, apesar da mudança, todos continuaram vivendo na mais perfeita paz e harmonia.

Mas como diz o ditado: não há bem que sempre dure… numa determinada noite, mais uma sem ter o que fazer, Luiz, o artesão, moldou dois pedacinhos de madeira -tornando-os semelhantes a dois cubos - pintou alguns pontinhos pretos, e … estava criado o jogo de dados em LisarB! Só para passar o tempo, jogaram algumas horas (a dinheiro!), e deu no que deu: Antonio, que sempre fora um homem de sorte, ficou com todos os 3.000 siaer que circulavam em LisarB.

Na hora, ninguém deu muita importância para o acontecido mas, no dia seguinte, todos foram surpreendidos com a entrevista coletiva de Antonio, anunciada por sua mulher. A bem da verdade, deve-se registrar que Antonio apareceu com seu melhor traje de folhas de bananeira, comunicando que a partir daquela data, não mais trabalharia como curandeiro, já que se tornara o único capitalista do país, e em conseqüência, viveria de rendas. E, levando em conta e antecipando-se ao fato de que José e Luiz precisariam de capital de giro para movimentar seus negócios, emprestou 1.500 siaer a cada um, a juros simbólicos de 1% ao mês.

Ao final de trinta dias, cada um dos tomadores do empréstimo, devia 1.515 siaer, que somados perfaziam 3.030 siaer! Reunidos, como sempre, em volta da fogueira, Luiz e José perguntaram a Antonio simultaneamente:

- Antonio, se todo o nosso capital circulante é de 3.000 siaer e, decorridos apenas um mês, nós já te devemos 3.030 - e este montante tende a continuar crescendo a cada 30 dias - nós estamos achando que a dívida se tornará impagável. Você não acha que a nossa Economia interna irá para o pântano?!

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Prezado leitor: para que você não se apavore, por favor, não faça a projeção da ficção acima para o país onde você reside, com 180 milhões de habitantes e não apenas três famílias, todos eles pagando juros aos bancos, financeiras e cartões de crédito - não de 1% como na historinha - mas malsinados 10% a 15% ao mês!!!

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8/9/08

Versos versus Matemática

A ciência define o hemisfério cerebral esquerdo como o responsável pelo raciocínio matemático e o direito como o responsável pela linguagem. Considerando que linhas paralelas só se encontram no infinito, normalmente poetas, quando tentam invadir o hemisfério vizinho, não se dão muito bem, e vice-versa. Davi Castiel Menda

Este texto é uma homenagem ao Prof. Julio César de Melo e Souza (Malba Tahan), editor da Revista Al Karismi na década de 40 (Séc. XX), autor de inúmeros livros – entre eles O Homem que Calculava - tiranicamente implacável com todos aqueles que, por qualquer motivo, “agredissem” a sua paixão: a Matemática.

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1 – Diz-se que uma quantidade é infinitamente pequena quando tem por limite zero. Há, entretanto, poetas que, talvez por desconhecimento matemático-vernacular, se autoconsideram infinitesimais. É o caso de E.P., em seu livro Mozaicos (sic):

Vendo-a de baixo para cima, penso
Vê-la tornar-se sobrenatural.
E a sua sombra, de perfil imenso,
Cobrir o meu ser infinitesimal…

Mas, afinal, o poeta só se sente realmente infinitesimal, quando vê a criatura amada numa surpreendente perspectiva, “de baixo para cima?” Isso para ele deve ser motivo de intensa satisfação erótica!

2 - A poetisa A.S., surpreendeu os geômetras com o seguinte verso:

Longe, na curva azul, um círculo descreve.

Eis aí uma imagem que não se encontra nos princípios euclidianos: descrever um círculo numa curva azul?! A geometria reconhece a curva algébrica, analagmática, braquistócrona, catacáustica, cilíndrica, composta, cônica, cúbica, de contorno, de Gauss, dextrogira, diacáustica, esférica, espacial, fechada, geodésica, isóptica, levogira, ortóptica, ovóide, podaria, quadrática, reversa, senoidal, sigmóide, sinistrogira, sinusoidal e transcendente. Mas curva com tendências gremistas (curva azul), é novidade…

3 - No livro Porongo, do poeta P.B., destacamos os seguintes versos:

Casarão baixo
Quadrado
De varandas largas
Perdido
No meio da noite…

O quadrado é uma figura plana e, portanto, o descartamos para definir a forma de um casarão. Provavelmente, o casarão citado, assemelhar-se-ia (arrisco-me a dar um palpite, mesmo sem conhecer o prédio) a um cubo gigantesco, mas nunca a um quadrado…

4 – O poema Contas Vivas, da poetisa O.R.L.:

Lua, que estás tão límpida e formosa,
Neste céu que és dona e soberana;
Vênus sempre a teu lado misteriosa
Cintila, realçando a luz que emana.

Qualquer astro visível, à permissibilidade do autor, tem condições de ser indicado ou eleito para dono do céu. É um conceito que não contraria as leis de Kepler e não influi nas hipóteses de Copérnico. Mas Vênus ao lado da Lua? Misteriosa? Vênus é um planeta e não tem nada de misterioso. E os dois astros, lado a lado? Vênus e a Lua acham-se separados por uma distância nunca inferior a 42 milhões de quilômetros…

5 - No livro Aquarelas, do poeta L.A.F., encontramos os seguintes versos:

Curvas, semicurvas,
Linhas arredondadas.

No primeiro verso, uma forma até hoje não definida na Geometria: o que é uma semicurva? Que condição deve satisfazer uma linha arredondada para que possa ser incluída entre as semicurvas? Como obter a equação cartesiana de uma semicurva?

6 – H. L. publicou um livro de versos intitulado Logaritmos, composto de nove poemas: Equação do Veludo Negro, Raízes do Jardim Interior, Aroma Infinitesimal, Montanha Incógnita, Parábola do Meu Poema, etc.

A partir deste lançamento editorial, em matemática, além dos logaritmos de Neper e de Briggs, podemos citar também os logaritmos de H.L., com a seguinte propriedade: “O logaritmo de um poema é igual à soma dos logaritmos dos versos”.

7 – Com os prodigiosos recursos do Cálculo, pode o matemático esclarecer, facilmente, a noção da curvatura média de um arco e curvatura num ponto. O poeta, porém, sem apelar para a Análise, consegue chegar ao conceito de curvatura e até de raio de curvatura. No livro “A Hora Espessa”, do poeta F. K., encontramos o seguinte verso:

As tuas curvas ficarão ainda mais curvas.

Diante dessa afirmação do poeta, um matemático por certo perguntaria:
- Em que caso determinada certa curva A é mais curva do que uma outra curva B?
- As curvas citadas pelo poeta serão planas (como o círculo), ou reversas (como a hélice)?

Não seria mais indicado, redigir de uma outra forma: “As tuas curvas ficarão ainda com maior curvatura?” Em outras palavras: o raio de curvatura da pessoa amada seria cada vez menor, pois como sabemos, a curvatura é inversamente proporcional ao raio da curvatura. E como se calcula, afinal, o raio de curvatura da pessoa amada?

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E quase concluindo, lembrei-me que certos oradores, escritores ou jornalistas, ao afirmar que certa entidade é constituída por expoentes, não proferiram nenhum elogio. A razão é simples: para o matemático o expoente pode ser nulo, negativo ou até mesmo irracional. Agora sim, para encerrar: o slogan do município onde moro é a Cidade da Qualidade. Não esqueçam os governantes que, numa escala de valores, qualidade é tudo aquilo que podemos avaliar e, conseqüentemente, aprovar, aceitar ou recusar…

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6/9/08

Olhar dominical - 2

                

Bom domingo!

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5/9/08

Biblioteca grátis - 1a. parte

O meu maior crítico (no bom sentido), Sérgio Pinto de Vasconcellos, lá das Minas Gerais, lembra-me que no site abaixo, podem ser baixados 288 livros - GRÁTIS.

Aproveitem…É só clicar e formar sua biblioteca (1a. parte):

http://www.dominiopublico.gov.br

1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103. Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A ‘Não-me-toques’! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122. Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes

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