19/9/08
Grêmio - sem chances?
Davi Castiel Menda
Havia uma época em que eu realmente acompanhava futebol de forma profissional. Podia até me gabar de entender do riscado. Era simultaneamente o redator, editor, diretor, repórter, comentarista, arquivista e entregador do semanário Treze Pontos e pela TV, rádio, jornal e Internet observava a evolução pari passu de todos os campeonatos que você possa imaginar: regionais, nacionais e internacionais.
Hoje, aposentado e exilado voluntariamente num sítio, reduzido a um parco, sóbrio e modesto editor de blog, pelo que acompanho nos jornais, pelo que ouço nas rádios e TV, cheguei à triste conclusão de que não entendo mais nada de futebol, principalmente depois dos acontecimentos da última semana.
Segundo a crônica amiga (e “dando corda” à imprensa do centro do país, xenofóbica aos clubes e interesses gaúchos) o Grêmio, apesar de isolado na liderança com três pontos de vantagem, teve suas chances praticamente zeradas, enquanto a grande sensação do campeonato passou a ser o seu coirmão, plantado na 11ª. posição e que, segundo eles, estaria praticamente encostando no 4º. colocado, na luta pela Libertadores. Senhores, onze menos quatro dá sete: são sete clubes a serem suplantados. Clubes que, segundo o grande filósofo Dino Sani, vão perder, empatar, mas que também irão ganhar três pontos nas suas partidas.
Um dos cronistas preconizou que o primeiro passo para o Inter seria ganhar os pontos necessários para chegar ao G4 - concordo - e, aí sim, aspirar um melhor posicionamento (aí é querer enfeitar a torcida)! Não quero ser desmancha prazeres, mas provavelmente o campeão deste ano o será com 72 pontos e, o Internacional, para atingir este objetivo, teria que ter um aproveitamento de 92,3% a partir de hoje, o que convenhamos, seria um milagre que nem o mais fervoroso dos torcedores colorados acredita.
A imprensa foi tão convincente que assustou até a maior torcida do Rio Grande. Não esqueçamos que, no início do ano, o Internacional era um dos grandes favoritos ao título e, o Grêmio, possível candidato ao rebaixamento. Se o tricolor chegar à Libertadores – e só um desastre de proporções inimagináveis tira o Grêmio dessa situação – já será um feito; o Campeonato - a glória. E, para chegar ao título, o Grêmio só precisa de um aproveitamento futuro de 59,0% - não esqueçamos que o seu aproveitamento atual é de 65,3%, portanto, meta nem um pouco difícil de atingir.
Já para o Internacional, o panorama não é tão cor-de-rosa: para chegar ao G4, seu aproveitamento futuro deverá ser de 69,2% - seu aproveitamento atual é de 48%. Vai ter que melhorar – e muito.
E para encerrar, lembrem-se: torcedores, diretores, jogadores e técnicos de 19 clubes do país, do Palmeiras à Portuguesa, invejam a situação do clube que está no topo do campeonato: o Grêmio, e gostariam, sonhariam em ter os seus pontos e a mísera (?) vantagem sobre o segundo colocado. Por que motivo, nós, os torcedores gremistas, deveríamos estar preocupados?
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Comentário por Nelson Menda — 19 19UTC setembro 19UTC 2008 @ 13:14
Davi. Admiro seu esforço de matemático e torcedor do grêmio, mas a realidade continua apontando para a superioridade do colorado, tanto em campo quanto na própria polÃtica mundial. Onde aconteceu a convenção do Partido Democrata norte-americano, que indicou Barack Obama candidato à disputa presidencial? Teria sido na Califórnia ou na Flórida? Nada disso, a cidade escolhida foi Denver, no Estado do COLORADO, e não foi por acaso, pois os americanos sabem que essa palavra mágica é praticamente sinônimo de vitória. Os republicanos procuraram, procuram e não encontraram nenhum Estado que atendesse pelo nome de grêmio. Portanto, não adianta espernear e tentar contrariar a realidade desportiva, polÃtica e geográfica, a “Glória do Esporte Nacional” - e também internacional - , que os gremistas me desculpem, é o nosso querido Colorado. Nelson